Abstract
Throughout the administrations of Lula and Dilma, Brazil pursued a foreign policy aimed at diversifying partnerships, with a particular emphasis on South-South cooperation mechanisms and endeavors toward reforming global governance structures. Amidst these diplomatic efforts, Brazil-China relations emerged as pivotal. This article argues that beyond the extensively analyzed economic and commercial ties, Brazil and China also demonstrated significant synergy in their multilateral stances, converging towards the establishment of a new multipolar global order. Departing from analyses that depict Brazil-China ties and South-South cooperation efforts as sources of new domination and dependence, we propose that these joint initiatives and the deepening of bilateral relations were grounded in the pursuit of shared development and cooperation among countries of the Global South.
Ao longo dos governos Lula e Dilma, o Brasil adotou uma política externa orientada à diversificação de parcerias, com ênfase particular nos mecanismos de cooperação Sul-Sul e nos esforços voltados à reforma das estruturas de governança global. Nesse contexto, as relações sino-brasileiras assumiram papel central na estratégia internacional do país. Este artigo argumenta que, para além dos amplamente analisados vínculos econômicos e comerciais, Brasil e China também apresentaram significativa convergência em suas posições multilaterais, atuando de forma coordenada em favor da construção de uma ordem global multipolar. Distanciando-se de interpretações que caracterizam as relações sino-brasileiras e as iniciativas de cooperação Sul-Sul como fontes de novas formas de dominação e dependência, o artigo sustenta que tais iniciativas conjuntas e o aprofundamento das relações bilaterais estiveram fundamentados na busca por desenvolvimento e cooperação compartilhados entre os países do Sul Global.
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