Abstract
Este artigo procura a analisar as estratégias cognitivas utilizadas pelos individuos para lidar com a incerteza associada ao risco sísmico. Postula-se a existência de esquemas de controlo cognitivo de incerteza que teriam como funçâo eliminar a insegurança e a ansiedade associadas à percepçâo do risco sísmico, e restaurar o sentimento de controlo sobre o ambiente. Estes esquemas seriam criados na interacção social e teriam relação com outras formas de pensamento social desenvolvida pelos individuos e pelos grupos.
Apresenta-se um estudo realizado com 300 sujeitos em que estas ideias foram testadas e em que se encontrou apoio para a existência de três esquemas de controlo: um esquema religioso, um esquema político-técnico e um esquema científico. Foram encontradas diferenças na utilizaçâo destes esquemas em funçâo das inserções sociais objectivas dos sujeitos, e associações entre a utilização destes esquemas e a preocupação com a ocorrência futura de um sismo, e com a atribuição de responsabilidade pelo colapso de edifícios no caso de ocorrência de um tremor de terra.
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