Abstract
In this article we analyze how refugee policy was managed and used as an ideological tool in the fight against “communism” by the far-right government in Brazil (2019-2022). Focusing on refugee flow data in 2019 and 2020, we discerned a pattern of preference for Venezuelan refugees, which respectively also meant the virtual elimination of refugee status for Haitians, or what we call a “cutting operation.” We also examined recent policies related to refugees, some of them linked to the COVID-19 crisis, to indicate the essentially ideological (and non-humanitarian) use of the category of refugee in the markedly xenophobic context of general government policies.
Nesse artigo analisamos como o refúgio foi gerenciado e também usado como uma ferramenta ideológica de luta contra o “comunismo” pelo governo de extrema direita no Brasil (2019-2022). Com foco em dados do fluxo de refugiados em 2019 e 2020, estabelecemos uma análise do padrão de preferência pelos refugiados venezuelanos, o que respectivamente significa também uma virtual eliminação do refúgio aos haitianos, no que chamamos de uma “operação de corte”. Por outro lado examinamos políticas recentes relacionadas ao refúgio, algumas delas ligadas à crise do COVID-19, para indicar o uso essencialmente ideológico (e não humanitário) da categoria de refúgio num contexto marcadamente xenófobo das políticas gerais do governo.
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