Abstract
Following the 2016 coup in Brazil, strategies for avoiding the state’s constitutional duty to provide free quality public secular education intensified. The government’s education policy has focused on serving the private sector by commodifying education and training a workforce adapted to a job market subservient to the powers that control the World Bank and the Inter-American Development Bank. Education funding has been frozen for 20 years, and neoliberal reforms to secondary education have been proposed. The crux of this policy is a high school program that distinguishes between two types of education, technical-vocational for the working classes and scientific-humanistic for the ruling classes. The reforms have been met by protests culminating in a national strike in May 2019 that brought thousands of students and education workers into the streets to demand a place at the table. The society is responding to the attempt to transform Brazil into an experiment in neoliberal totalitarianism, and the struggle continues.
Após o golpe de 2016 no Brasil, intensificaram-se as estratégias para evitar o dever constitucional do Estado de oferecer educação pública e laica de qualidade e gratuita. A política educacional do governo tem se concentrado no atendimento ao setor privado, mercantilizando a educação e formando uma força de trabalho adaptada a um mercado de trabalho subserviente aos poderes que controlam o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O financiamento da educação foi congelado por 20 anos, e foram propostas reformas neoliberais para o ensino médio. O cerne dessa política é um programa de ensino médio que distingue entre dois tipos de educação, técnico-profissional para a classe trabalhadora e científico-humanístico para as classes dominantes. As reformas foram recebidas por protestos que culminaram em uma greve nacional em maio de 2019, que levou milhares de estudantes e trabalhadores de educação às ruas para exigir um lugar à mesa. A sociedade está respondendo à tentativa de transformar o Brasil em uma experiência de totalitarismo neoliberal, e a luta continua.
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